domingo, 20 de março de 2016

Em direção à lógica programática, considerando Flusser

  Ao observar a rede formada pelos objetos escolhidos individualmente pelos alunos, a imperatividade de uma ordem programática torna-se evidente. A proposta da dinâmica em si permite-se considerar de modo imprescindível o acaso, já que tendo por início a apresentação dos objetos que deveriam identificar as personalidades abriram-se diversas possibilidades a cerca dos mesmos itens, pois a mesma escolha poderia ser influenciada por desejos, sensações, experiências e análises próprias ou exteriores.
  Mesmo que conhecêssemos a fundo todos os participantes da formação da rede sendo possível a caracterização psicológica e comportamental dos indivíduos, essa previsão ainda estaria exposta a um leque extenso de alternativas nas quais se encontram intrínseca a "composição" do ser humano. Este fato promove a imprevisibilidade dos fatos perante a liberdade subjetiva que cada um exerce ao mesmo tempo que enfraquece a visão causalística tendo em vista que, ao considerar esta imagem a liberdade individual é excluída e opõe-se claramente ao desenvolvimento da dinâmica.
  No decorrer do processo de formação da teia estabelecer uma previsão a respeito da imagem final é quase impossível dados os caminhos elegidos de forma inesperada. Características convencionalmente entendidas como essenciais, bem vistas ou mesmo satisfatórias poderiam  propiciar alguma predestinação, porém nenhum critério fora imposto previamente, assim foram selecionadas as associações cujas descrições representavam um anseio ou semelhança, sendo assim o experimento comprova a presença e crucial participação do acaso na nossa programação.


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