terça-feira, 31 de maio de 2016
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Relação do objeto interativo - Crítica ao objeto do coleguinha
O objeto, apesar de ter base em uma lógica viabilizada pelo descobrimento, propõe uma interação dialógica, pois viabiliza a participação de várias pessoas ao mesmo tempo, presenciando sensações em comum ou não, geradas pelas diferentes texturas presentes na forma. O acabamento, bem executado, foi feito com tecidos coloridos e estampados de formas diversas sugerem características relacionadas à maciez, a mesma está contida em maior quantidade no objeto, então o sentido da surpresa e exploração fica em parte comprometido. Por isso relacionei com o objeto abaixo, que através dos sons gerados a partir do contato com os diferentes materiais ascendem as diferentes luzes localizadas na base ao lado.
terça-feira, 17 de maio de 2016
Pesquisa sobre estratégias de apropriação do espaço
Performance:
A origem da palavra performance também tendo como subjetivo o desempenho vem da tradição egípcia primeiramente usada como um termo relativo às artes do espetáculo. A “Performancey” era um ritual de encontro de artistas itinerantes que no final de um longo dia de trabalho construindo pirâmides, se encontravam para praticar as mais diversas artes e se divertir. Hoje a palavra performance é tida como um evento no qual um grupo de artistas (ou artista) se comporta como o publico, criando assim algo fora do comum podendo envolver teatro, musica, cinema, literatura, e outras artes.
A performance assim como a arte é uma forma de expressão que contesta a si mesmo, sendo tão interdisciplinar que ainda não é possível e nem preciso criar contornos de delimitação. Porém em todas as tentativas de conceitualização a mais simples e abrangente assim como o próprio meio de expressão artística é o de performance como “escultura com vida”, criada por Gregory Battcock, onde a figura do artista é o instrumento de arte. É a própria arte.
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| Stein Henningsen – Infraction 08 |
Parkour:
Conhecido como Le Parkour do francês le = o, e parcour = percurso, trajeto, segundo a Parkour Word Association (2005), é uma atividade física que teve suas origens na França. É definida como uma combinação de habilidades naturais do homem tais como correr, saltar e escalar, porém com um uma capacidade de se movimentar-se da forma mais rápida, fluente e eficaz possível, fazendo uso do ambiente urbano (ANGEL; 2011).
Conceitualmente é definido como uma forma de se deixar ser levado até onde o corpo permite, e para onde quer conduzi-lo. Pode ser caracterizado como um método de treinamento físico, uma disciplina de movimento ou forma de superar obstáculos encontrados normalmente no ambiente urbano (DJORDJEVIC; 2006). A ideia principal é traçar um percurso ou objetivo e por meios próprios, alcançá-lo superando os obstáculos que surgirem no caminho (BELLE; 2006) Durante o deslocamento o praticante faz uso de diversos artifícios, desde a exploração da condição física ao discernimento dos métodos de transposição que oferecem menor risco e eficiência durante o trajeto (GAMA; 2008). Outro ponto que merece destaque nesse esporte é a importância na escolha dos movimentos e rotas selecionadas na execução, pois estas devem além de derrotar os obstáculos no caminho, evitar o gasto energético e ganhar tempo (LEITE et al., 2011). Provavelmente, o Parkour não existiria se não houvesse antes dele o Método Natural por George Hébert, assim como o parcours du combattant.
Conceitualmente é definido como uma forma de se deixar ser levado até onde o corpo permite, e para onde quer conduzi-lo. Pode ser caracterizado como um método de treinamento físico, uma disciplina de movimento ou forma de superar obstáculos encontrados normalmente no ambiente urbano (DJORDJEVIC; 2006). A ideia principal é traçar um percurso ou objetivo e por meios próprios, alcançá-lo superando os obstáculos que surgirem no caminho (BELLE; 2006) Durante o deslocamento o praticante faz uso de diversos artifícios, desde a exploração da condição física ao discernimento dos métodos de transposição que oferecem menor risco e eficiência durante o trajeto (GAMA; 2008). Outro ponto que merece destaque nesse esporte é a importância na escolha dos movimentos e rotas selecionadas na execução, pois estas devem além de derrotar os obstáculos no caminho, evitar o gasto energético e ganhar tempo (LEITE et al., 2011). Provavelmente, o Parkour não existiria se não houvesse antes dele o Método Natural por George Hébert, assim como o parcours du combattant.
Método natural
O Método Natural baseia-se na ideia de que é importante trabalhar movimentos que atualmente o ser humano deixa de realizar. Para combater o sedentarismo, George Hébert criou um sistema no qual o ser humano reproduz movimentos utilizados para se locomover em ambientes naturais. Este método tem base no argumento de que todo ser vivo, obediente às suas necessidades naturais, atinge seu desenvolvimento físico completo por meio da utilização de seus órgãos de locomoção, de seus meios de defesa e de trabalho (GODTSFRIEDT, 2010).
Deriva:
Aplicada como um exercício de perder-se no território para descobri-lo e decifrá-lo, a Deriva contraria as fórmulas do reconhecimento cotidiano, induzido e superficial para desenvolver a percepção e a análise crítica do espaço e do tempo reais onde e quando vivemos. A favor do conhecimento liberado da rotina involuntária e das influências impostas pela “indução” e pelo “comportamento”, a Deriva se destina a superar a visão do território como terreno de atividades massificadas e previsíveis, a estimular a participação dos seres humanos enquanto personagens vivedores e não simples atores figurantes. Por eliminar as censuras impostas pelo condicionamento, o deslocamento intencionalmente fugidio, aleatório e sem rumo da Deriva revela os efeitos psicogeográficos do território sobre seus usuários; por combater os mecanismos de alienação e estratificação da vida social, a Deriva elimina as barreiras físicas e as patologias mentais exercidas pelo planejamento fragmentário e segregador do território; por eliminar os instrumentos racionais de conduta passiva substituindo-a pelo comportamento participativo a Deriva propõe a apropriação consciente dos espaços de habitar e a construção de um novo urbanismo.
Flâneur:
Flâneur, adjetivo derivado do verbo francês flâner, significa, numa tradução apressada, passear; passear no sentido de passar o tempo, vagar. Embora tenha sido um conceito também trabalhado por Walter Benjamin, foi Baudelaire quem primeiro cunhou essa definição e tratou sobre o assunto. O flâneur é um observador da vida urbana. Especificamente tratando do contexto histórico no qual escreveu Baudelaire, as mudanças acontecidas – e que vinham e vêm acontecendo em continuidade – na sociedade francesa – e mundial – em mediados do século XIX, o levaram a questionar-se se as ideias estéticas tradicionais eram – ou não – adequadas al dinamismo da nova sociedade.
Rolezinhos:
Diante de um tema tão polemico e divergente de opiniões que é “o rolezinho” a sociedade vem a todo vapor expor e querer fazer valer suas opiniões, já que se trata de um assunto social e político, pois o mesmo desperta na sociedade em geral o interesse pelo assunto que muitos o chamam de problema. ”Os rolezinhos” são encontros marcados pela internet por adolescentes, esses encontros começaram em dezembro de 2013. Normalmente o perfil dos participantes, são jovens, pobres, a maioria negros, querendo se divertir. No começo, os eventos eram convocados por cantores de funk, em resposta a um projeto de lei que proibia bailes do estilo musical nas ruas da capital paulista.
"Os jovens que participam desses encontros têm uma demanda reprimida por lazer, por diversão, por cultura e uma capacidade muito forte de mobilização”. (Sociólogo Fred Lúcio, da Escola Superior de Propaganda e Marketing de São Paulo - ESPM-SP)
Incomodados com a quantidade de jovens cantando refrãos de funk ostentação nos corredores, a direção de alguns shoppings paulistanos tiveram o respaldo de decisão judicial para fazer a triagem de clientes. Para muitos, os encontros não passam de um pretexto para fazer baderna e confusão. Outros defendem que faltam espaços públicos e de convivência para os jovens, que veem no shopping sua única saída. Por outro lado, a tentativa de evitar os rolezinhos refletiria um incômodo com a democratização do consumo, reflexo da ascensão da classe C. Os espaços de consumo, que antes eram exclusivos para a elite, agora são ocupados por novas classes emergentes.
Flash mob:
O evento flash mob é uma ação pontual, efêmera e informal. Configuram “multidões instantâneas”, as quais começam a ser formadas pelo aviso que se espalha nas redes digitais, atingindo, no “lugar cidade”, uma dimensão de concretude mais direta e perceptível. A tradução do termo seria aproximadamente “multidão a jato” ou “multidão instantânea”. Flash mob é a abreviação de flash mobilization, que significa mobilização rápida, relâmpago. Trata-se de uma aglomeração instantânea de pessoas em um local público para realizar uma ação previamente organizada. Para efeitos de impacto, a dispersão geralmente é feita com a mesma instantaneidade.
Os flash mobs assumem o papel de criar novos tipos de interação e ocupação dos espaços urbanos através do uso de artefatos tecnológicos que permitem novas formas de comunicação e informação e que promovem um nomadismo no campo do concreto, sem perder a conectividade com o plano virtual. Usando as mesmas tecnologias para um fim menos político do que os smart mobs, foram criados em maio de 2003 os movimentos que combatem o tédio das grandes “selvas de pedra” contemporâneas.
Referências bibliográficas:
- http://www.efdeportes.com/efd199/esportes-radicais-o-historico-do-le-parkour.htm
- http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/remef/article/view/4037
- http://reverbe.net/cidades/portfolio/teoria-da-deriva-e-o-urbanismo-situacionista/
- https://sociedadedeinformacaoetecnologias.blogspot.com.br/2011/08/o-flaneur-segundo-
- baudelaire.html
- http://evanderoliveira.jusbrasil.com.br/artigos/152053538/o-movimento-rolezinho
- http://vestibular.uol.com.br/resumo-das-disciplinas/atualidades/sociedade-os-rolezinhos-e-a-inclusao-social-pelo-consumo.htm
- Artigo: MULTICULTURALISMO URBANO: O FENÔMENO FLASH MOB
- https://foradopalco.wordpress.com/performance/
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Objeto interativo
Segunda ideia:
Como mudança em relação a primeira ideia, a estrutura que antes servira como a indicação de locais predeterminados para o encaixe das peças fora excluída, dado que a mesma limitava a interação além de não oferecer características que se adequassem ao manuseio dos usuários.Galeria Cildo Meireles
Escolhemos, durante a visita ao Inhotim, a galeria do artista Cildo Meireles onde analisamos a obra Através. A instalação constitui-se de um grande tablado no qual pedaços de vidros estão dispostos aleatoriamente. Estes compõem a área do labirinto cujas "paredes" são representadas por objetos ligados ao cotidiano como cortinas para banheiro, aquários e redes de proteção. Destaca-se de forma central uma grande bola coberta de plásticos transparente através do direcionamento de uma fonte específica de luz na sala, incitando a curiosidade dos que transitam pelo labirinto. O conjunto não apresenta ambientação específica em relação ao prédio no qual está exposto, a arquitetura do local não apresenta variações perante uma grande caixa localizada quase que escondida em meio ao complexo do Inhotim, assim a obra apresenta certa mobilidade já que pode ser exposta em outros locais.
Ao caminhar pela superfície permite-se a composição de um ambiente sonoro através do tilintar dos vidros em contato, as barreiras apresentam-se imponentes e ao mesmo tempo alcançáveis devido às diversas formas de representação de transparências. O texto disponibilizado para o entendimento da obra é explicativo ao ponto de subverter a potência das possíveis experiências, já que descreve as sensações previstas além de revelar as características que podemos ter contato.
Objeto interativo
Primeira ideia:
Através da estrutura passível de locomoções, o objetivo é que o objeto promova uma nova interface para outras formas de visualização de si mesmo e do outro utilizando a forma moldável, aberturas e superfícies refletoras.sábado, 14 de maio de 2016
Seminário de Interação
Nesta ocasião o grupo ficou responsável por escolher dos trabalhos, advindos das indicações de pesquisa e outras relacionadas, cujo objeto fosse julgado programático e a interação dialógica. Escolhemos a obra Microphones (2008), do Rafael Lozano. A instalação consiste numa disposição ordenada de microfones organizada em uma sala escura com luzes direcionadas aos mesmos. A interação se dá quando ao falarmos nos microfones a mensagem é gravada e reproduzida posteriormente, assim cria-se um ambiente sonoro no local além do intermédio entre pessoas que não necessariamente estejam no mesmo local. A outra obra escolhida fora SHIFT, feita por alunos de mestrado em Comunicação espacial da Universidade de Ciências Aplicadas de Meinz. O objeto consiste em um banco formado por espécies de caixas que comportam sistemas de compressão, assim quando uma pessoa senta-se em uma das partes esta é abaixada acionando a elevação de outra parte do banco. Vimos nesta modificação do meio e alteração de estabilidade imposta de modo externo a possibilidade de intermédio para o início de uma interação dialógica.
sábado, 7 de maio de 2016
Exposição Nunu Ramos: O direito a Preguiça
A exposição do Multilateralista Nunu Ramos compõe-se através de variadas formas de apresentação; desenhos, instalação escultórica, performance associada à instalação e instalações sonoras. Ao tratar de temáticas como a passagem do tempo propostos por meio de peças que reconfiguram o ambiente, a mostra causa estranheza e por vezes desconforto nos visitantes. Poucas das instalações falam por si próprias, muitas vezes temos que recorrer às descrições em busca do entendimento das mesmas, mas mesmo assim os componentes da obra ainda parecem desconectos. Como todas as peças e/ou salas possuem alguma composição sonora o ambiente, terceiro andar do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), não as comportou bem, pois as salas são amplas e todas ligadas a um corredor principal fazendo com que as músicas, os poemas e o vídeo não fossem claros já que configurou-se no local uma composição sonora simultânea e dispersa.
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| Hora da razão |
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| No Sé |
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| Balada |
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| Paredes - O grito |
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Edifício Master
O documentário Edifício Master (2002), dirigido por Eduardo Coutinho, retrata as histórias de vida dos moradores que residem neste Edifício situado em uma das regiões mais caras do Rio de Janeiro, o bairro Copacabana. O prédio abriga em torno de 500 moradores dos quais 37 foram entrevistados por Eduardo e sua equipe, os mesmos vivenciaram o cotidiano no local durante uma semana extraindo os mais diversos relatos. As pessoas entrevistas pertencem às classes média-baixa/ baixa, possibilitando assim, através de seus depoimentos, minutos de acesso a realidade de muitos brasileiros que auxiliados pela simplicidade e ausência de efeitos nas gravações aproximam ainda mais os espectadores dos que disponibilizam seus relatos. A experiência adquirida ao assistir é, com toda certeza, impactante e representa uma clara oposição a não só ao estilo de vida, mas à compreensão de cidade, comunidade, indivíduo e situação social estudada no documentário Um lugar ao sol. Nesta produção o espectador é surpreendido principalmente pelo sentimento de superioridade das pessoas que vivem nas coberturas das cidades de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro além dos relatos machistas, preconceituosos e da percepção de tempo onde a tranquilidade é sempre exaltada.
É interessante notar que ao serem questionados a respeito de viver no local mais cobiçado da cidade, os moradores do Edifício Master, dizem não estarem satisfeitos argumentando através de características como a densidade urbana, segurança e especulação imobiliária ou seja, não há o sentimento de pertencimento enquanto isso, nas coberturas, a quem se sinta de alguma forma dono da mesma cidade. Realidades como a de uma jovem que iniciara sua carreira como profissional do sexo muito nova e ser mãe, ao receber seu primeiro salário, exatamente 100 reais, gastou-o por completo ao fazer uma refeição em uma das franquias McDonald's levam-nos a uma extensa reflexão, ainda enfatiza ter sido o melhor dia de sua vida.
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